TDAH! E agora? #01

- Carolina Garcia - - 15 de agosto de 2016 | - 3:49 - - Home » 18ª Edição» Mais Glória - - Sem Comentários

O Transtorno de Déficit de Atenção e Hiperatividade (TDAH) é uma das condições neurológica e do desenvolvimento, o qual se acreditava anteriormente, acometia apenas as crianças. Hoje já se reconhece que o Transtorno de Déficit de Atenção e Hiperatividade é uma condição crônica, que persiste na vida adulta.

O TDAH jamais se inicia quando o indivíduo é adulto. Ao contrário. Em geral, evolui com melhora dos sintomas, tanto que até alguns anos atrás acreditava-se que desaparecia com o crescimento. Hoje se sabe que, apesar de diminuírem o número e a intensidade dos sintomas nos adolescentes e adultos, parte das crianças continua com o problema por toda a vida e apresenta as dificuldades decorrentes da doença. Entre a infância, adolescência e fase adulta há uma mudança no quadro clínico e nos sintomas e, embora a hiperatividade e a impulsividade diminuam com o passar dos anos, as dificuldades de atenção persistem ao longo do tempo. Não se trata de uma doença. É uma dificuldade da maturação do cérebro que vai levar determinados indivíduos a ter dificuldades de concentração, dificuldade para fazer alguma coisa até o final, dificuldades de leitura ou para escrever, entre outras coisas.

O TDAH é uma condição que acompanha a pessoa desde sempre, é constitucional e inerente à biologia da pessoa, portanto, ninguém adquire TDAH. A pessoa “É” portadora de TDAH, e não “ESTÁ” com TDAH .

A criança com TDAH

À medida que a criança vai crescendo, aumenta o nível de exigência sobre ela. No entanto, o típico é o transtorno ficar evidente quando ela vai para a escola. Normalmente, a criança consegue permanecer sentada na carteira da sala de aula, prestar atenção no que a professora fala, fazer exercícios e aprender as lições, já a criança hiperativa, no entanto, com déficit de atenção não para quieta e comete erros por distração. Muitas vezes, fica evidente que ela sabe a matéria, mas não acerta as repostas, porque está distraída.

Sintomas do TDAH na criança

  • Inquietude. Move os pés, mãos e o corpo sem um objetivo claro. Levanta-se, salta e corre quando tem que estar sentado.
  • Aborrecimento e excitação excessivos e incontroláveis. Não consegue brincar de forma tranquila. Não respeita a vez dos outros. Excita-se e se aborrece com frequência.
  • Grau acentuado de impulsividade. Age antes de pensar. Responde antes que terminem a pergunta.
  • Falta de concentração. Não atende aos detalhes, nem à organização, nem as instruções.
  • Falta de persistência. Além de não terminar as tarefas, evita as que necessitam de um esforço contínuo.
  • Dificuldade para organizar-se e manter a atenção.
  • Distrai-se com muita facilidade. Esquece-se do que tem que fazer.
  • Surdez fictícia.

O Adolescente com TDAH

As diferenças do adolescente com TDAH decorrem do próprio amadurecimento do Sistema Nervoso Central, da faixa etária e da fase da vida, mas, em geral, o adolescente têm dificuldade de ficar concentrado nas aulas, em leituras, principalmente se não tiver nenhum interesse pelos temas das aulas.

O TDAH adolescente é uma extensão do transtorno na infância, com o agravante de tornar esta fase da vida ainda mais conturbada. No caso de adolescentes, além dos desafios próprios do TDAH, a fase atual do ciclo de vida coloca uma série de questões específicas, ligadas ao interesse pelo sexo oposto, ampliação das amizades e interesses, comportamentos opositivos mais frequentes, desafios às regras da família e maior intensidade emocional, entre outros. É muito marcante a tendência das pessoas em fazer várias coisas ao mesmo tempo, muito embora dificilmente consigam completar alguma dessas coisas, elas são impacientes e inquietas, em constante busca de novidades e emoções. A ousadia, portanto, pode estar presente na forma da condução perigosa de veículos, na busca por esportes radicais e outros desafios. O risco de problemas escolares, problemas com baixa autoestima e relacionamentos, inclusive bullying, são bem elevados.

Como no TDAH infantil, o tratamento deve ser integrado, incluindo Terapia Comportamental-Cognitiva, a depender do caso em combinação com uso de medicação e acompanhamento psicopedagógico/escolar.

Carolina Garcia

Por: Carolina Garcia Lopes

Psicóloga - formada pela FAI Faculdades Adamantinenses Integradas em Adamantina SP

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