Ser mulher – mãe: o grande título de Maria Anita

- Nana - - 27 de junho de 2014 | - 2:40 - - Home » 13ª Edição» Homenagens» Mais Glória - - Sem Comentários

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Para muitos a vida é feita de inúmeras aventuras e na maioria das vezes, tem sempre uma história para contar. Entretanto, uma grande história sobre uma pessoa comum, que faz coisas normais, de modo interessante é assim a história de Maria Anita dos Santos, por uns chamada de “Nita”, por outros de “Maria Baixinha” , por seus filhos: “Mamãe”,“Mainha” e ainda “Mãe”! Um exemplo de mãe e mulher que viveu e vive o terno ofício de ser mãe, com muito amor e carinho. E se é certo que o exemplo vale bem mais que palavras, a dedicação e atenção a ela depositada através de sua mãe Maria da Glória, a fez um ser brilhante em sua plenitude materna.Uma mulher simples que viveu a infância no povoado Lagoa do Veado, município de Nossa Senhora Aparecida na companhia de seus pais Dona Glória e Sr. Antônio e de seus seis irmãos, foi à escola apenas até o quarto ano primário, e assim, nunca lhe faltou coragem para incentivar seus filhos a progredir nos estudos. Trabalhou na roça com os pais, desde muito cedo na fase da adolescência, iniciou os trabalhos como lavradora, prestando serviço a fazendeiros e também na pequena lavoura familiar. Aos vinte anos de idade, deixa seus pais para formar uma família ao lado do jovem Manoel, indo morar no povoado São Gonçalo município de Nossa Senhora da Glória, onde residiu numa pequena casa de taipa ao lado da casa de seus sogros Maria Vieira( Dona Lica ) e José Francisco( Sr. Zezé). Nessa fase, segue como dona de casa, mas também ajudava na lavoura familiar, enquanto seu esposo trabalhava de forma assalariada para suprir as despesas da casa.

Com um ano de casada recebe a graciosa notícia que em seu ventre existia um ser, gerado do amor entre o casal, mesmo em meio as dificuldades essa era uma notícia que deixava qualquer casal muito feliz, pois um filho significava o prolongamento do casamento, sempre engajada na doutrina do catolicismo, fato pelo qual sempre optou por nomear seus filhos com nomes bíblicos, assim se iniciou com o primeiro, o qual denominou de José Marcos, carinhosamente chamado de Marquinho. Dois anos depois vem o segundo filho, pra surpresa uma menina, de nome Jusimaria, formando um casal de filhos. Mas não parou por aí, três anos mais tarde chega Mário, o terceiro filho. Após o nascimento deste, o casal resolve mudar-se para o povoado Lagoa do Veado, considerando ser melhor para criar seus filhos e adquirirem trabalho como lavradores. Já morando próximo de seus pais Dona Nita dá a luz a mais um filho, de nome João Batista seguido pelo nascimento da caçula Carmo Rosália dois anos depois.

A alegria chegou ao humilde lar que mesmo sem condições financeiras favoráveis seus filhos foram incentivados a estudar. “Meus pais sempre disseram que o sucesso só viria com o estudo e seria a única forma de possuir algo na vida, minha herança é o que eles me ensinaram, vejo em meus pais exemplo de caráter, e honestidade, isto representa muito pra mim!”, conta Rosália funcionária pública, licenciada em Letras/ português, casada e a espera de seu primeiro filho. Assim, também João Batista, que quando criança ajudava o pai na lavoura de milho e feijão, sempre conciliando com os estudos, estes iniciados em uma escolinha de primeira a quarta série, que tinha apenas uma sala e que a professora dividia por fileira as séries, já da quinta a oitava série ia de ônibus todos os dias para ir até a cidade de São Miguel do Aleixo para estudar. Conseguiu sair do trabalho no campo, atualmente funcionário público e professor de História, “eu acho que o que diferencia é a forma como fui impulsionado a ver o mundo, o comprometimento, dedicação, renúncia, esforço, sacrifício e o apoio da família se não, não se consegue nada”, ressalta.

Assim, formada sua família, coube a Dona Nita a grande responsabilidade de educar seus cinco filhos, tarefa que ela realizou de forma brilhante, tanto nos princípios da boa conduta enquanto cidadãos e nos religiosos do bom cristão, mas a sua missão maternal vai muito além do que se possa imaginar, o dom precioso e maravilhoso de gerar um filho no próprio ventre encaminha a mulher para a doce e terna alegria de poder ensinar os primeiros passos, as tarefas escolares, dar conselhos na juventude até ver seus filhos que um dia foram crianças já adultos aptos a prosseguirem na mesma viagem que um dia seus pais seguiram. O seu grande lema sempre foi: TER FÉ ACIMA DE TUDO! Dessa forma incentivava seus filhos a seguirem na vida como cidadãos de bem. Pois jamais sentiu vergonha do passado humilde, pelo contrário sempre enfatizou pra seus cinco filhos, assim como também pra seus seis netos que o importante é contornar os obstáculos e seguir em frente.

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Sirva isto de lição, a dizer que a mulher não precisa ser empresária para manifestar a sua capacidade de chefia e de gestão, basta-lhe ser esposa e mãe. A família é a empresa mais exigente e complexa que se possa imaginar e a mulher é quem de fato a lidera. Além dos inúmeros afazeres é sempre ela que mantém a organização do lar, consegue ordenar o orçamento, conhece as necessidades de cada um, sempre tem na mente novas soluções e que tudo suporta.

Frutos de Nita e Manoel: sua representatividade!

Uma mãe carinhosa quando os filhos levavam um tombo e rígida quando faziam alguma travessura. Mas o que não faltava na vida dessa mulher era fé e determinação para buscar sempre novas formas de proporcionar melhores condições de vida para seus filhos. Dona Nita não apenas gerou cinco filhos, mas também foi mãe, amiga e conselheira de cinco vidas que à medida que iam chegando ao mundo iam sendo modeladas segundo os seus ensinamentos. Vidas que se transformaram em adultos gratos pela mãe que sempre tiveram, e sempre a terão guardada no mais profundo dos seus corações. Uma mulher única e verdadeira que edificou seu lar no grande alicerce de todo ser humano: Jesus!!! Depois disso, tudo pra ela se resolvia.

Nana

Por: Nana Santana

Formação: Turismóloga pela Faculdade de Sergipe, Licenciatura em Geografia pela Universidade Federal de Sergipe, Especialista em Educação ambiental pelo Senac/SE, Especialista em Políticas públicas
com foco em gênero e raça pela Universidade Federal de Sergipe e Mestranda em desenvolvimento regional e Gestão de empreendimentos locais pela Universidade Federal de Sergipe.

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