Retrospectiva 2013

- Kaippe Arnon Silva Reis - - 19 de junho de 2014 | - 5:26 - - Home » 11ª Edição» Mais Glória - - Sem Comentários

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Em 1994, o governo tucano pôs em prática o Plano Real dando início à estabilidade econô­mica do Brasil. Em 1975, Bill Gates fundava a Microsoft ajudando a revolução da informática. Em 1956, Juscelino Kubitschek tomava posse prometendo fazer o Brasil crescer 50 anos em 5. Cada ano tem suas especi­ficidades. 2013 aconteceu, apesar dos Maias não terem acreditado nisso, e nele vários fatos ímpares acontece­ram.

O fato mais icônico deste ano co­meçou em junho e integrou a grande nação brasileira. As manifestações do meio do ano tiveram início em São Paulo após o aumento de 20 centavos no preço da passa­gem do trans­porte público e a população in­dignada foi às ruas lutar, ini­cialmente, por este não acrés­cimo. A brutali­dade da Polícia Militar, não preparada para lidar com este tipo de situação, sensibilizou a população e fez com que as manifestações se espalhassem ra­pidamente por diversas cidades para dar apoio aos paulistas e para lutar por seus pró­prios motivos: diminui­ção da passagem, 10% do PIB para a educação, não à PEC 37, hospitais padrão Fifa.

Em meados de ju­nho, as manifestações reuniram 200 mil nas ruas do Rio de Janeiro relembrando o movimento dos caras pintadas. Além das grandes cidades no Sudeste, Sergipe também participou deste momento histórico com o Acorda Aracaju que, segundo estimativas, reu­niu 30 mil pessoas na capital. Este re­sultou na diminui­ção de dez centa­vos do aumento da tarifa aprova­do pelo prefeito João Alves Filho, R$2,35, mesmo que os integran­tes do movimento Não Pago tivessem documentos que justificassem a diminuição da passa­gem para menos de dois reais. Em Nossa Senhora da Glória, a manifesta­ção foi voltada para a educação e pes­soas ligadas à ela foram as ruas pe­dindo um campus da Universidade Federal de Sergi­pe na cidade.

O governo não saiu do foco neste ano. Além do holofote das manifestações, a pos­sibilidade de estar sendo espionada por parte dos Estados Unidos levou Dilma a um discurso na ONU apoia­do pela presidência alemã criticando a atitude estadunidense. O mensalão julgado no ano passado tomou novos rumos e o STF decidiu que os réus que não possuem mais possibilidades de recurso devem imediatamente cum­prir as devidas penas.

Os maiores vilões do ano não foram Samuel L. Jackson e Leonardo DiCaprio no filme do Tarantino “Djan­go Livre” mas, o tomate e a farinha de mandioca. Estes dois alimentos puxaram a inflação pra cima no meio do ano preocupando a população mais antiga que sofreu com isso nos gover­nos pré-democráticos, apesar disto o planalto diz para ninguém se preocu­par, como sempre fez.

Em nível estadual, a morte do governador Marcelo Déda chamou atenção por ter sido um chefe de estado que fale­ceu em meio ao mandato devi­do a um câncer, coisa incomum. Além dele, o presidente da Venezuela Hugo Chávez também faleceu neste ano no meio do seu mandato deixan­do o país com grande confusão na área política com a oposição pedindo eleições imediatas.

Em meados do segundo semes­tre, ativistas capturaram cães do Ins­tituto Royal alegando maus tratos contra eles. A ação colocou o país em questão sobre as pesquisas com ani­mais e com a legislação para este tipo de procedimentos.

Ainda no começo do ano, a tra­gédia na Boate Kiss comovia a nação com a morte de 242 jovens devido a fogos que causaram um incêndio na casa de shows e por causa da falta de uma saída de emergência eles acaba­ram morrendo pisoteados ou asfixia­dos. O acontecimento acabou desen­cadeando uma série de vistorias em casas do show em todo o país fechan­do temporariamente algumas.

Em meio à quaresma, período que os católi­cos tiram para se resguardar, Bento XVI, ago­ra Papa emérito, abdicou do seu trono alegando cansaço e dei­xando os fiéis sem um líder. Após este histó­rico fato, deu-se então período de Conclave que resul­tou na eleição do primeiro Papa latino, o argentino Francisco.

Sergipe e a igreja católica perde­ram líderes que já foram substi­tuídos, caso di­ferente do povo sul-africano que perderam Nelson Mandela. Ele era uma espécie de líder espiritual e político do país dito por especia­listas políticos o único que conseguiu unir tribos rivais.

Na música, a volta de Justin Tim­berlake e David Bowie após 7 e 10 anos, respectivamente, sem lançar nada inédito, chamou a atenção e os discos figuram entre diversas listas dos melhores discos do ano. A banda britânica Arctic Monkeys lançou o seu CD “AM” que chamou a atenção pelo som novo que trouxeram na composi­ção e foi dito pela revista “Q Magazi­ne” como o melhor do ano. No mundo Pop, a apresentação de Miley Cyrus em premiação da MTV americana cau­sou desconforto a diversas pessoas e entidades, porém, fez com que as ven­das dos seus singles alavancarem e fez com que o seu CD “Bangerz” fosse sucesso desde os primeiros dias após lançamento.

E como diz Simone em seu clás­sico CD “Então é Natal e o que você fez?”. Usando o tipo injuntivo, pouco comum no jornalismo, converso com você leitor aconselhando que aproveite o começo do ano e lembre que o começo geralmente é difícil, mas é ele que garante um final feliz.

Kaippe Arnon Silva Reis

Por: Kaippe Arnon Silva Reis

Comunicador formado pela Universidade Federal de Sergipe e artista nas horas vagas.

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