Pais e Filhos

- Carolina Garcia - - 16 de agosto de 2016 | - 5:13 - - Home » 20ª Edição» Mais Glória - - Sem Comentários

Furious young mother in a discussion with her teenage daughter. Problems between generations concept

Ser pai, mãe, avô, avó e, além disso, um educador eficaz, não é fácil. Cada criança vem a este mundo com necessidades próprias que devemos saber atender, com virtudes a serem potencializadas e emoções que devem ser incentivadas, orientadas e desenvolvidas. No entanto, há pais e avós tóxicos. São mestres em educar as crianças sem estimular o crescimento pessoal e a segurança. Com isso, as crianças poderão ter sua independência física e emocional bastante prejudicadas. Normalmente esses pais possuem uma personalidade insegura possuindo uma nítida falta de autoestima e autossuficiência que as obriga a ver em seus filhos uma “salvação”, algo que devem modelar e controlar para ter ao seu lado, para cobrir suas deficiências. Possuem também uma obsessão pelo controle, o hábito de controlar todos os aspectos de suas vidas e passam a tentar fazer o mesmo na vida de seus filhos.

O controle é o pior ato de superproteção, com ele evita que as crianças sejam independentes, capazes e corajosas. E impede que elas aprendam com seus erros. A pais que projetam em seus filhos os desejos não realizados de seus próprios passados, sem se perguntarem se é isso o que os seus filhos desejam, sem dar-lhes a opção de escolher. Pensam que assim estão mostrando um amor incondicional, quando, na realidade, demonstram um falso amor.

Por trás de uma criança indisciplinada há, efetivamente, um modelo educativo incorreto. A indisciplina é, em essência, uma falta de controle e de orientação por parte dos que têm a responsabilidade de educar. É verdade que cada criança é única, que dispõe de uma personalidade própria. No entanto, é tarefa de nós todos, como pais, mães, avós, professores ou psicólogos, enquadrar cada comportamento a tais limites, onde temos que aprender a viver em sociedade, respeitando uns aos outros em harmonia. Se uma criança não vê os limites, não deixará de encontrar mais e mais frustração, porque jamais verá suas necessidades e desejos cumpridos. Não saberá respeitar os demais, nem mesmo a si mesma.

Educar é uma aventura que dura a vida toda em que ninguém é um verdadeiro especialista. Contudo, basta apoiar-se nos pilares da compreensão, do carinho e em um amor e apego saudável que proporcione a maturidade e a segurança na criança. Os pais tem que assumir a sua autoridade. Cuidado: autoridade não tem nada a ver com levantar a voz, gritar, aplicar normas inflexíveis ou castigos severos. Dispor de autoridade significa que, pais tem a responsabilidade, e a obrigação de educar pessoas que viverão em sociedade. Pessoas que compreendem as normas, que aprendem a ser independentes, a assumir responsabilidades e a respeitar os demais.

Carolina Garcia

Por: Carolina Garcia Lopes

Psicóloga – formada pela FAI Faculdades Adamantinenses Integradas em Adamantina SP

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