Orlando da Silva Dantas (Bagaceira)

- Euvaldo Lima - - 14 de julho de 2016 | - 11:21 - - Home » 17ª Edição» Mais Glória - - Sem Comentários

foto para revistaO sobrenome Dantas sempre gozou de respeito e muita popularidade no sertão sergipano, Mais precisamente na cidade de Nossa Senhora da Glória, ao longo da vida da comunidade. Distribuídos entre os mais diversos segmentos da sociedade, destacados na agropecuária, na politica e na indústria ou comércio.

Filho do casal Reinalda e Sebastião Correia é o mais velho dos cinco filhos, casado com a empresária baiana Andreia Aguiar e pai de três filhos: Thaynná Gabrielly, Orlando Junior e Manuela Dantas, sendo os dois últimos do primeiro casamento com a empresária Silvana Gonzaga.

Quem o conheceu na infância, o “Orlando” como ainda o é entre os seus conterrâneos, testemunhou seus primeiros impulsos de liberdade, sua inquietação já nos primeiros sinais de empreendedorismo ao fazer frente em diversos segmentos em tenra idade. A primeira vez que recebeu algum dinheiro fruto do seu suor, foi através de um carrinho de feira auxiliando as madames levar suas compras de feira livre para as respectivas residências, isso lhe rendeu popularidade e lhe proporcionou um emprego na banca de feira da senhora Esmeralda. Dalí somou experiência no supermercado G Barbosa, garçom no bar do Américo (in memória) e entre outros, office-boy no Banco do Brasil.

DSC_0490E é neste período que mesmo Office – boy, imprime seu primeiro empreendimento, um bar no terreno da casa dos seus pais no birro Brasília. Empolga-se e não leva muito tempo, monta a “Boate Orlanche” no calçadão gloriense onde transformou na época, no ponto de encontro dos jovens estudantis do alto sertão sergipano marcada por muita musica e descontração.

Apesar de sua vontade e dedicação não alcanca o resultado esperado, tem problemas financeiros, e se ver obrigado a largar tudo e resolve passar uma temporada fora de sua terra natal.

E vai a capital sergipana, onde chegou a morar nos fundos do escritório da construtora do Ex-prefeito de Nossa Senhora da Glória/SE, Bastião Lopes da Silva (In memoriam) de quem era muito amigo. Trabalhou na construtora CELI, e depois foi corretor de seguros mas em nada disso identifivou sua vocação. Mudou para Bahia, região de Bom Jesus da Lapa onde durante um ano, na luta pela sobrevivência chega a trabalhar até como ajudante de caminhão.

DSC_0628Retornou a Sergipe, foi a Canindé de São Francisco e na luta para encontrar o seu norte, passa pela experiência de peão na construção da Hidroelétrica de Xingó. Um ano depois, voltou a morar em Glória e monta um bar na sede da fazenda de seus pais na comunidade Piabas, as margens da rodovia que dá acesso para a cidade de Monte Alegre de Sergipe. Não levou muito tempo montou a churrascaria “O REI DA PICANHA”, famosa pela sua picanha, hoje Restaurante Augustùs.

Mesmo com a churrascaria funcionando, não se ver realizado e tomado pela inquietude, foi ao estado de Alagoas e na cidade de Delmiro Gouveia fez de moto as suas primeiras viagens para comprar retalhos no intuito de revendê-los nas feiras livres da região. Sempre exigiu da mente respostas para algo que gritava dentro de si, e no mesmo período, instalou ao lado do restaurante mercearia, serralharia e entre outros, produziu alguns quadros porém, definitivamente se convence que seu sonho era ser camelô.

Não levou muito tempo para dar asas a sua vocação maior: estar nas ruas de formas simples, entre pessoas de baixa renda, oferecendo produtos ajustado a condição de todo o publico em especial os de condições menores. Aos poucos forma uma equipe, uma condição que vai aos poucos se firmando e ganhando uma estrutura que patrocinou a realização dos sonhos de liberdade material, seu sonho de construir suas próprias asas e alçar voos com todos que apostasse no seu projeto.

IMG_0906Descobre que para ter preço perante os concorrentes, necessitava saber comprar, onde comprar e como comprar, para no mínimo se igualar aos que mais cedo se identificaram neste ramo. Para ele, os dias tornaram-se muito curtos, pois nem sempre cabiam os seus sonhos, a sua vontade de levar suas bancas, seus produtos, a um número cada vez maior de comunidades, de conhecer novos segredos, os truques aplicados para atrair multidões, exigia do mesmo e da equipe um desafio. Passou a descobrir que todos os dias da semana em algum lugar, alguém o aguardava para realizar seus sonhos de consumo, para vestir-se e vestir sua família com os seus preços nunca antes vistos. Dessa forma chegou a incomodar alguns comerciantes, a ponto de haver em algumas cidades manifestações para impedir a instalação de suas barracas.

Sua mente cada vez mais aguçada mostrava novos caminhos e necessidade de, aos poucos, montar uma cadeia produtiva, a qual era sempre barrado pela limitação de capital financeiro. Até que como em contos ou em novelas, o mesmo participa de um bingo e é sorteado com algumas motos e carros, que transforma no capital necessário para a construção de um lojão, residência e uma indústria de confecção de roupas.

Sem alterar a rotina, continua a buscar mercado para ampliar o negócio e identifica na cidade de Santa Cruz, no estado de Pernambuco, um recanto promissor onde de cara materializa um espaço que comporta cada parte do todo até ali imaginado. Durante a construção começa a levar alguns retalhos e graças à aceitação de muitos, amplia a quantidade. Porém, alguns que buscavam outras coisas, não satisfeitos, saiam dizendo que ali só tinha bagaceira, e ao responder de onde vinham, diziam: “do lojão da bagaceira”. Mesmo com tudo nunca deixou de ampliar as vendas, crescer as instalações e a variedade a ponto de tornar o Lojão da Bagaceira um ponto de compras, atrativo em Santa Cruz e toda região. O mesmo aproveita a embalagem e plota todo seu caminhão com o nome Lojão da Bagaceira, a princípio muito estranho, depois diferente, e mais tarde um referencial no sertão pernambucano.

Não demorou e logo chega à vez de conquistar algumas praças do estado baiano, e é pelos corredores das ruas de Rio Real que ele arma as suas primeiras barracas. Novamente surpreende a comunidade com preços e variedade e torna-se antipatizado pelos comerciantes do segmento de roupa que lhe afronta com um abaixo assinado, impedindo que ele se instalasse nas ruas. É quando compra um ponto comercial no centro da cidade e estampa em letras criativas a denominação “SHOPPING DA BAGACEIRA” aberta até hoje, apenas nos dias de feira e com os preços cada vez mais competitivos.

Enquanto alguns comerciantes o via como concorrente, sua popularidade entre os moradores crescia a ponto dele eleger a referida cidade como recanto de repouso, construiu sua própria residência. Sua capacidade de compras se multiplicava patrocinada pela sua ousadia e a vontade de gerar empregos, de barganhar melhores preços, e de tornar o Bagaceira um exemplo a ser seguido por aqueles que não se curvam diante dos obstáculos, por aqueles que acreditam no poder do querer, na força superior que rege todos e tudo, mostrando que independente do ramo de atividade, todo trabalho dignifica o homem.

Como que para confirmar seu domínio no ramo, foi até a cidade de Camaçari, na Bahia, e mais uma vez foi barrado pelos comerciantes e como resposta, mais uma vez monta uma loja e se fez brilhar com a loja que homenageia o seu pai denominando-a de: “SÃO SEBASTIÃO”. E seu ultimo desafio, foi pesquisar uma cidade onde pudesse aplicar todo seu conhecimento, todo seu profissionalismo, toda sua visão empresarial e viver a satisfação de ter acreditado em um sonho, e a cidade escolhida foi Dias Dávila/BA.

Cominando assim, com o seu processo de metamorfose ambulante, saindo dos rascunhos simples da teimosia, do querer, para um dos mais respeitáveis postos de camelôs em atividade no nosso país.

Seu lado solidário todos os anos nos dias das crianças e no natal fala mais alto e são os tidos para o mesmo como os seus momentos nobres, o da solidariedade, o da retribuição, da gratidão a Deus, fazendo a algumas crianças e famílias carentes um pouco do que sabe que o agrada. E para os jovens de todas as idades, em gratidão ao carinho da comunidade de Rio Real e região, cria o bloco B & A com a finalidade de dá vida a micareta na referida cidade, contribuindo com a alegria e distração e por motivos de politicagem, (afirma o mesmo), retira o bloco, suspende a sua participação e em atenção e respeito ao povo, aos jovens, aos amigos, culminando com o seu aniversário, lançou em 2015, o 1º BAGACEIRA FEST, em primeiro janeiro com as seguintes atrações: Príncipes da Farra, Itamar e Vira e Mexe, New Groove, Vanny Santos, e Atrações Locais, tendo como atração principal, ARREIO DE OURO, tudo isso em 14 horas de muita festa diretamente do SÍTIO BAGACEIRA, com uma entrada básica de 2 kg de alimento não perecível, a serem distribuídos posteriormente na região.

Euvaldo Lima

Por: Euvaldo Lima dos Reis

Comerciante, Poeta Feiranovense, Esposo da Pedagoga Marta Maria da Silva Reis, divide com Deus a paternidade de quatro estrelas denominadas, LIZZE, BRIZZA, KAIPPE e KAIZZE. Autor do livro de poesia um sopro em versos, de dezenas de cordéis, participou das antologias, Retalhos, Unidos na Fé, e no mês 02/12, classificou 04 das cinco poesias num concurso no Tocantins á nível de Brasil, qual será publicada na antologia “Veloso 2012”, Foi um dos diretores da revista flash, membro das diretorias de diversos órgãos sociais voltados para o voluntariado na região, idealizador e diretor geral do projeto Revista Maisglória.

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