Obras Perecíveis e as Patologias da Edificação

- Carla M. Prado Santos - - 19 de junho de 2014 | - 4:07 - - Home » 11ª Edição» Mais Glória - - Sem Comentários

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Construir um edifício é uma atividade que proporciona um alto desgaste financeiro, por isso devemos tomar bas­tante cuidado nesta hora levando em consideração alguns aspectos impre­teríveis para que o aproveitamento da obra seja satisfatório tentando alcan­çar uma vida útil longa e consequen­temente dando um maior e melhor aproveitamento ao dinheiro investido.

Amo minha profissão de arquiteta e urbanista e desde que entrei na facul­dade meu olhar para cidade, para as construções é analítico. Consequente­mente em certas casas não posso dei­xar de observar as mancadas gritantes que foram feitas, em outros casos as próprias pessoas por saberem de mi­nha profissão ou ainda, por prazer, comentam que fizeram sua casa e no desenrolar da conversa escuto e vejo muitas bobagens que foram feitas por falta de orientação de um profissional.

É triste, pois na maioria das vezes o dinheiro de investir em um bom pro­fissional e assim sendo levada a con­clusão da obra é mal utilizado nas es­truturas, em fundações, pilares e vigas onde as ferragens, a relação da brita, areia e cimento e água, são dimensio­nados de forma exagerada, gastando­-se mais dinheiro e não concluindo a obra.

Depois de construída a estrutura de forma exagerada, vem à parte da alvenaria, onde a argamassa é nova­mente feita na dosagem errada acar­retando, em problemas como, por exemplo, descascamentos, problemas na pintura e outros. Tubulações, ralos de marcas inferiores que jamais deve­riam ser usadas, causam transtornos caríssimos de serem consertados.

Sem contar com os espaços mal planejados como quartos, banheiros, cozinhas sem iluminação e ventilação, propiciando uma casa doente reduto de mofo outros fungos, bactérias e mi­cróbios onde as pessoas que ali vivem tem a tendência a desencadear pro­blemas respiratórios e outros. É im­portante observar para os altos gastos de energia que será pago para o resto da vida por não pegar iluminação em nenhum momento algum do dia.

A falta de um planejamento ade­quado de esgoto nas edificações, jun­tamente com a falta de saneamento público acarreta na proliferação de bichos nocivos à vida humana como ratos, baratas, escorpiões, transmitin­do doenças e assim pondo em risco a saúde da família.

Obras construídas por curiosos tem a grande probabilidade de se tor­nar perecível, acarretando em cons­tantes reformas devido a suas pato­logias, sempre gastando mais e mais dinheiro, em um bem que deveria ser para vida toda. E quando isso não é possível o imóvel fica feio e mau cuida­do e não é só, um foco para prolifera­ção de bichos nocivos a vida humana, transmissor de doenças e não só, tor­nando assim a rua a cidade feia.

Sendo assim achamos nos bons profissionais, arquitetos e urbanistas, os nossos maiores aliados na hora de pensar em nossa edificação, seja ela uma casinha de dois quartos, seja um prédio de seis andares, ou coisas bem maiores seja em altura e largura. Pois estes deverão pensar cada caso de forma particular, para que assim ache a forma mais adequada de construir a sua edificação. Pois no decorrer dos nossos cursos aprendemos a compati­bilizar principalmente, forma, qualida­de, economia, conforto e beleza.

Evitando gastos desnecessários, aplicando os recursos de uma forma eficaz e eficiente, obtendo ambientes saudáveis e agradáveis com o custo compatível com o seu bolso. E você terá a tranquilidade de saber que sua obra tem começo meio e fim, e com custo exatamente estimado.

Carla M. Prado Santos

Por: Carla M. Prado Santos

Formanda em Arquitetura e Urbanismo e pós-graduada em Arquitetura Cidade e Sustentabilidade pela Faculdade Belas Arte de São Paulo

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