O que eles não te contam sobre a Moda…

- Fabrine Guimarães - - 29 de Maio de 2014 | - 10:55 - - Home » 7ª Edição» Mais Glória» Moda» Moda - - Sem Comentários

… e que você deveria saber!

 texo_moda-mariana-zapparPassam as estações, as sema­nas de moda e tudo que antes era novidade passa a ser roti­na. Os rostos, até estes, conti­nuam os mesmos, com uma ou outra alteração para criar uma falsa impres­são de frescor. As trilhas sonoras ga­nham novas mixagens mas as bati­das dos solados dos sapatos no chão, continuam as mesmas, assim como as bolhas nos pés após uma semana de labuta. Só aguenta quem gosta muito ou não sabe/pode viver de outra coisa. Os modismos, os subtipos que estam­pam as colunas sociais, ah, esses, es­sas, passam.

Não bastassem os rostos, as rou­pas que os vestem continuam sendo as mesmas. Se hoje há brilho, amanhã não haverá, mas certamente ele retor­nará em duas ou mais primaveras. O preto continuará habitando os vesti­dos e as olheiras profundas das mode­los apáticas. E no grande palco onde deveria existir um show, o que se vê são as mesmas montagens com ato­res diferentes. Quiçá, adaptações, em sua grande maioria, falhas, de grandes clássicos.

Os jurados deste show, que em muitas vezes se assemelha a um show de calouros de um programa de audi­tório, serão positivamente comprados com jabás e taças de champagne. Aqueles, que ousam ter outro compor­tamento serão ligeiramente corrom­pidos ou renegados às masmorras das lojas de departamento. Lugar que es­tariam os corrompidos se não fossem as “doações” de itens de luxo em tro­ca de marketing e as riquezas obtidas através de um entretenimento barato.

A indústria da moda é hoje como uma senhora idosa que passa por um filtro de photoshop para aparentar o que não é: jovem, inovadora, otimista. Não desmerecendo esta senhora, afi­nal, há de se ter respeito com as pes­soas de idade.

Fabrine Guimarães

Por: Fabrine Guimarães

Logo na infância demonstrou gosto pela Literatura, pela Música e pelo Esporte. Aos quinze anos, começou a praticar Judô, conquistando a FAIXA AZUL. Seus textos falam de medo, solidão e amor. Sabe dosar o leonino temperamento com a sensibilidade feminina. Desta forma, acha ser possível “endurecer, sem perder a ternura”.

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