MAURÍCIO DO PAJEÚ: Uma lenda viva das vaquejadas

- Tiago Souza Gois - - 4 de junho de 2014 | - 11:38 - - Home » 9ª Edição» Cultura» Mais Glória - - Sem Comentários

pajeu Maurício do Pajeú foi batiza­do como Maurício Martins de Santos. Ainda garoto aprendeu na escola dos vaqueiros e toadores a aboiar e ani­mar as festas. Sertanejo de raiz, nas­ceu no município de Monte Alegre de Sergipe, porém, ganhou destaque em terras buraqueiras. Na região do Pa­jeú adquiriu seu sobrenome artístico que carrega consigo até os dias atuais. Participou do surgimento da maior festa do vaqueiro do Brasil, a Festa do Vaqueiro de Porto da Folha/ SE.

Dentre outros fatos, viu de perto o boi Zepelin e Ouro Fino, o fundador da festa, frei Angelino, a seca que im­pediu por um ano a realização da festa em questão. Hoje, Maurício do Pajeú é parte das vaquejadas da região serta­neja, não apenas como locutor oficial, mas, como símbolo do esporte mais praticado pelo sertanejo.

Com o dom que Deus lhe deu e o carisma que lhe é nato, conquistou e ganhou fama por todo sertão. A festa de gado sem Maurício do Pajeú torna­-se incompleta, visto que na atualida­de é uma lenda viva que merece ser reverenciado por qualquer cidadão, sobretudo, o vaqueiro sertanejo. De­vido sua apresentação nas festas, os visitantes e vaqueiros de toda região, se acostumaram a ouvirem a voz mar­cante de Maurício, seja no palco, no lombo de um cavalo ou mesmo no carro de som. A figura daquele ho­mem moreno e de bigode branco já está incutida na memória da nova geração que lhe valeu uma estátua na Praça de Porto da Folha/ SE esculpida por um jovem artista, Giba, que, aliás, também não esconde a admiração por esse nobre aboiador.

Esperamos que o velho Maurício, que agora não é só do Pajeú, mas, de todos que amam a vida de gado, per­maneça dando vida a essas festas de apartação. Maurício, muito obrigado por existir. Não imaginemos tais even­tos seu sua honrosa presença.

Equipe Mais Buraqueiro.

“Meu destino é ser vaqueiro, eu nasci para aboiar. Correr boi na vaque­jada, da poeira levantar Entre os Ga­lhos do mato, o boi consigo pegar dei­xá-lo imóvel no chão e seu cartão vou levar. Nunca precisei de estudo, para nas vaquejadas aboiar. E assim vou le­var a minha vida, até meu bom Deus me chamar. Do seu lado, para a eternidade onde irei descansar. Onde verei do alto, minha cultura na manta cinzenta des­filar”.

Tiago Souza.

Fonte: Prof. Eleomar e Maurício Pajeú

Tiago Souza Gois

Por: Tiago Souza Gois

Jornalista do Portal e Revista Mais Glória,
comentarista esportivo do Programa
Giro Esportivo da FM Boca da Mata,
sócio da empresa Eníum Interativa e
acadêmico do curso de Licenciatura em
Educação Fisica (ESTÁCIO-FASE)

Enium Interativa Criação de sites

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