MASTITE: Um dos entraves da pecuária leiteira

- Luiz Davi Santos - - 18 de Maio de 2017 | - 11:54 - - Home » 28ª Edição» Mais Glória - - Sem Comentários

Esta enfermidade tira o sono dos nossos produtores rurais, tanto de pequenos como de grandes produtores, pois cau sa grandes prejuízos anualmente, pois pode manifestar-se de forma invisível a olho nu.

As perdas econômicas causadas pela mastite são, pela redução da produção, descarte de leite e de animais, gastos com medicamentos, serviços veterinários e, em alguns casos, à morte do animal.Segundo trabalho realizado pela Embrapa aredução na produção de leite é considerada o fator individual mais importante das perdas econômicas da mastite. Estudos realizados no Brasil mostraram que quartos mamários com mastite subclínica produziram em média 25 a 42% menos leite do que quartos mamários normais.

Há diversos tipos de agentes causadores de mastites, entretanto os principais são as bactérias. Essas bactérias estão presentes no ambiente bem como em utensílios e equipamentos mal higienizados. A mastite pode ser divida em clínica e subclí-nica, a mastite clínica é aquela onde podemos ver alterações no úbere do animal como incha-ço, vermelhidão, quente e duro, o leite apresenta grumos ou “talhado” como popularmente conhecido, pode apresentar sangue e até mesmo sair somente um líquido amarelado em casos mais graves.

Já a mastite subclínica não pode ser vista, pois não causa alterações no úbere e nem no leite. A questão que deve ser levantada é: Como identifcar a mastite subclínica? Afnal ela não é visível e não apresenta alterações no úbere e no leite.

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A mastite subclínica pode ser identifcada através do teste do CMT (Califórnia Mastitis Test) ou teste da placa ou raquete, nesta placa, que apresenta quatro compartimentos, um para cada teto do animal, inserimos o leite e adicionamos o reagente, que na presença das células somáticas (CCS) forma-se um líquido espesso, parecido com um gel, quanto maior o número de CCS maior será a formação desse gel.


Já a mastite clínica pode ser facilmente identifcada, com o teste da caneca de fundo preto, onde tiramos os três primeiros jatos, e assim, podemos perceber na caneca, a presença de grumos no fundo.

Produtores que realizam a ordenha mecânica devem fazer esse teste diariamente, pois é muito simples de ser realizado, e possibilita separar o animal, evitando a transmissão para novos animais.
Levando em consideração as perdas econômicas causadas pela mastite, o melhor caminho que o produtor rural pode tomar é o da prevenção, que evitará a transmissão para vários os animais do rebanho.
Quais são os passos para a prevenção? Primeiramente evitar que novos animais se infectem, colocando os animais que possuem mastite clínica por último na ordenha, independente de ser ordenha manual ou mecânica, pois a mão do ordenhador, pode transmitir a mastite, se não lavada adequadamente. Assim sendo, fcam por últimos os animais com mastite subclínica seguidos dos animais com mastite clínica.

Lavar a cada ordenha os equipamentos e utensílios utilizados, principalmente a ordenha mecânica, pois o acumulo de leite favorece a multiplicação dos microrganismos, bactérias, que durante o processo de ordenha entram no teto e causam a enfermidade.Não deixar os animais constantemente em contato com lama e esterco, verifcar a sala de espera das vacas, geralmente nessa área a acumulo de esterco e urina é maior.

Realizar a limpeza dos tetos antes da ordenha, pré-dipping, somente dos tetos, não lavar todo o úbere, pois a água escorre, arrastando resíduos do úbere para a mão do ordenhador bem como para a ordenha mecânica. Ao término da ordenha utilizar solução pós-dipping, esta solução ajuda a proteger o esfíncter do teto enquanto ele permanece aberto. Alimentar os animais pós ordenha, para permanecerem em pé por um período de tempo maior, evitando que a vaca deite com o esfíncter do teto aberto, favorecendo a entrada de bactérias e consequentemente a infecção.


Fazer a manutenção da ordenha mecânica, no mínimo uma vez ao ano. Esta manutenção inclui a troca de borrachas e ajuste de pressão e vácuo.
Tratar todos os quartos mamários, para o perí-odo seco das vacas, esta medida ajuda a evitar a bem como tratar a mastite subclínica.


Descartar animais com mastite crônica, pois estes não apresentam resultados aos tratamentos aplicados e consequentemente ajudam a manterem novas infecções no rebanho.
O produtor aplicando estes cuidados simples, consegue controlar a mastite em seu rebanho, garantido seus ganhos e diminuindo suas perdas econômicas.
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Luiz Davi Santos

Por: Luiz Davi Santos

Sou estudante do Ensino Fundamental no Colégio Santa Sara, vendedor na Revista e no Site Revista Mais Glória, Fotografo, email: davi@revistamaisgloria.com celular: (79) 99901-5761

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