Maria Góes

- Euvaldo Lima - - 21 de outubro de 2016 | - 11:54 - - Home » 25ª Edição» Homenagens» Mais Glória - - Sem Comentários

Nascida em Nossa Senhora da Glória, em nove de novembro de 1935, Maria Góes foi a quarta filha de Joaquim José de Góes e Ernestina de Souza Góes. De infância árdua, conforme era a vida das famílias sertanejas naquele tempo, Maria traz lindas recordações da sua família, alicerçadas pelo exemplo honroso do pai José. Ele, um homem trabalhador da roça, bom marido e terno pai, que durante as festas religiosas no dia de São José, ajudava a conduzir garbosamente e feliz a “charola” com a imagem do Santo Pai de Jesus durante a procissão. São também inesquecíveis os episódios na sua memória com respeito à sua magnânima mãe Ernestina. Mulher forte e admirável em todos os sentidos, seja na condução da casa, que administrava com exímia eficiência, seja no companheirismo irrestrito de labuta ao marido José, seja nos trabalhos religiosos de fé e serviço na Igreja. Lá, ela era amiga e devotíssima de Nossa Senhora e ainda dava um acompanhamento especial à educação e formação dos seus filhos.

Na década de 90, prestes a conquistar a sua aposentadoria no INSS, Maria Góes preocupou-se com esse “depois” e sempre com esse espírito empreendedor, pensou em uma nova atividade laborativa. Descobriu uma oportunidade comercial de explorar a venda de massas para pastel.

A história da Mago pode ser descrita num parágrafo, mas o volume do seu desenvolvimento tem a medida de 20 anos. Surgiu dentro de casa (ou fundo de quintal, como dizem) e foi transpondo os seus desafios de crescimento e sustentação dia após dia, mês após mês, ano após ano: primeira máquina (cilindro de padaria), primeiro ajudante, embalagem, vendedor, contador, freezer, veículo, empresa, novo local, marca, vendas em supermercados, informática, mais funcionários, cursos, mais maquinários, mais fornecedores, mais veículos, mais problemas, mais desafios, mais realizações, mais clientes, mais amor pela história…

Agora, Dona Maria gosta de multiplicar a sua plantação na casa que construiu na Barra dos Coqueiros, cultivando a terra.

Nesse ambiente passou a recordar-se de que aprendera a bordar com as tias Dona e Francelina em Nossa Senhora da Glória, quando menina. As mulheres naquele tempo faziam rendas e fiavam em rocas rústicas à mão e à máquina. Tudo o que aprendeu foi olhando como as pessoas faziam. Tornou-se artista plástica, produzindo e vendendo quadros bordados com motivos da sua paixão: o sertão. Dedica-se e coloca as mãos sobre os caminhos das linhas em tons de terra e coloridos harmoniosos. Cada obra segue a sequência das costuras pessoais e coletivas, as quais bordam o percurso identitário de nordestinos.

Já expôs em shoppings, feiras e missões culturais. Agora faz ioga, ginástica e neuro-linguística durante a semana, sem deixar de ir ao chorinho musical nas sextas-feiras com as amigas. Também virou universitária na UFS (a mais idosa da turma, claro), cursando História de Sergipe.

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Euvaldo Lima

Por: Euvaldo Lima dos Reis

Comerciante, Poeta Feiranovense, Esposo da Pedagoga Marta Maria da Silva Reis, divide com Deus a paternidade de quatro estrelas denominadas, LIZZE, BRIZZA, KAIPPE e KAIZZE. Autor do livro de poesia um sopro em versos, de dezenas de cordéis, participou das antologias, Retalhos, Unidos na Fé, e no mês 02/12, classificou 04 das cinco poesias num concurso no Tocantins á nível de Brasil, qual será publicada na antologia “Veloso 2012”, Foi um dos diretores da revista flash, membro das diretorias de diversos órgãos sociais voltados para o voluntariado na região, idealizador e diretor geral do projeto Revista Maisglória.

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Para: Maria Góes