José de Lima

- Brizza Danielle Silva Reis - - 5 de Maio de 2014 | - 10:55 - - Home » 3ª Edição» Mais Glória - - Sem Comentários
José de Lima

José de Lima

Os primeiros raios solares, ainda respirando vestígios da segun¬da Guerra Mundial, derrama¬vam-se sobre os meados do século passado.  Os calendários da pequena povoação de¬nominada Tamanduá, hoje, Graccho Car¬doso (SE), registravam 15.02.1950.  Uma família que conservava não apenas as digitais de vizinhos, quando da sua mate¬rialização física, mas, de forma acentuada, marcada pela falta do combustível que verdadeiramente ergue um lar.  Esse cenário foi testemunha visual e auditiva dos sinais da chegada de um pe¬queno ser que logo veio a se chamar ‘JOSÉ DE LIMA”, oriundo do casal Francisco Lino Gomes e Maria Severina de Jesus. Talvez pela humildade, fruto do desprendimento dos bens materiais, e pelo modo de vida que foi obrigado a levar, tornou-se conhe¬cido por Zé Pequeno.

Privado de conhecer o pai biológico, ao completar noventa dias no corpo físico, foi levado à cidade de Monte Alegre, onde sua mãe, em busca da sonhada liberdade, o entregou à avó materna por quem foi criado. Distante dos seios que, quando feto, percebia avolumarem-se ao receber dos céus as energias vitais que, por certo, lhe garantiriam a alimentação primeira, amargou a solidão já nos primeiros meses desta passagem terrena e assim, ao com¬pletar os primeiros 07 anos, já fumava e experimentava as primeiras doses, em pe¬quena escala.

José de Lima com a Família

José de Lima com a Família

Daí, levou toda a sua vida regada pe¬los ardentes goles dos mais diversos “ape¬ritivos” e pelos incandescidos cigarros de todas as marcas. Num dia triste de 1970, quando a região clamava por chuva, para saciar a sede e apagar o braseiro que pare¬cia nunca se extinguir, Deus precisou e le¬vou aquela que, enviada para cuidar da in¬feliz criatura, se tornara verdadeiramente mãe e pai. Agora, literalmente só, desco¬bre sua musa no povoado Mandacaru, em N. S. da Glória: Rita de O. Lima, com quem, dois anos depois, em 1972, veio a casar-se, aos 22 anos.  Da união conjugal nasceram 08 filhos (05 mulheres e 03 homens), 18 netos dos quais 05 dividem os poucos espaços de uma casa pequena, mas rica de amor.

Em meados de 1985, o casal muda-se para a sede municipal, cidade de N. S. da Glória onde, mesmo animado pelo ardor do álcool e espertado pelo bailar das ervas em fogo, nunca colocou em risco a sua dig¬nidade; pois o sustento dos seus era sagra¬do, e para isto, tornou-se um trabalhador rural admirado por todos da região, dada a sua disciplina e fidelidade, conforme nos afirmam seus ex-patrões: Fernando Correia, Chico Correia, Tonho de Gerino, Castelo, entre outros que permitiram le¬var dignidade para seu lar, ao longo dos 27 anos de glórias em Glória. Hoje, aos 62 anos, dos quais 27 residindo em Glória, se esforça para seguir a Jesus, suspende de¬finitivamente o álcool, aposenta-se, vai ao Juazeiro do Norte com sua esposa, para fa¬lar com Pe. Cícero e agradecer-lhe a famí¬lia, os amigos e todas as conquistas ao lon¬go da vida; bem como a força e a coragem para trabalhar, até quando foi preciso.

Brizza Danielle Silva Reis

Por: Brizza Danielle Silva Reis

Bacharel em administração de em¬presa pela unit, pós graduanda pela Fanese, evangelizadora do Instituto Espírita Chico Xavier, administrado¬ra da Clinica Natclin.

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