Ectoparasita (Carrapato)

- Janaina Ribeiro Silva - - 30 de Abril de 2014 | - 1:36 - - Home » 2ª Edição» Mais Glória» Vida Animal - - Sem Comentários

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Olá pessoal, nesta edição vamos falar um pouco sobre carrapato, um parasita muito presente nos nossos animais domésticos. A infestação por carrapatos nos animais, além de provocar um incômodo muito grande pela coceira que provoca (reação alérgica), pode causar anemia e transmitir doenças como a Babesiose ou Anaplasmose (tristeza bovina) e a Erlichiose (em cães). A anemia pode ocorrer nas grandes infestações, uma vez que o carrapato se alimenta do sangue do animal. Mas não é necessária uma grande quantidade de carrapatos para que a doença seja transmitida. Às vezes, um ou dois desses parasitas que estejam portando formas infectantes dos protozoários causadores das enfermidades são o bastante para que ocorra a contaminação.

Assim, o controle do carrapato deve ser permanente e qualquer sinal de apatia, febre, falta de apetite e mucosas (gengivas ou conjuntiva) pálidas em cães, deverá ser motivo de consulta ao veterinário. O tratamento é possível, desde que o mal seja diagnosticado a tempo. Mas o que fazer para evitar que o animal seja afetado por carrapatos?
Infelizmente, não se conhece ainda nenhuma recomendação profilática absoluta nesse sentido. Se o animal frequenta áreas infestadas por carrapatos, certamente irá pegá-los. Regiões com vegetação em sítios ou fazendas, também constituem lugares suscetíveis de contaminação.

cararEntretanto, há muitos casos de pessoas que têm problemas com carrapatos dentro de seus canis ou quintais e até em apartamentos. Às vezes, em passeio por uma praça ou parque, o cão pode se contagiar. Assim como as pulgas, o carrapato não é um problema só do animal, mas também do ambiente. O parasita ora comentado, em todos os seus estágios de vida (desde larva até adulto), é muito resistente. Combatê-lo é difícil. Banhos carrapaticidas podem retirá-lo do animal hospedeiro, com relativa facilidade; porém invisível inimigo (ovos e larvas) permanecem no ambiente e nele sobrevivem por meses.
Muitos fazendeiros vivem combatendo o carrapato, mas sem total êxito.

Outro detalhe é que os carrapatos colocam seus ovos na vegetação e em frestas das paredes e piso. Dessa forma, todos esses lugares têm que ser tratados e não somente os animais. Quem tem na vizinhança terrenos com mato, criação de animais como cavalos e gado, pode sofrer com os carrapatos, pois esses parasitas são capazes de escalar altos muros em busca de alimento. Se isso estiver ocorrendo, é preciso controlar a praga também pela parede externa.

Importante:
– filhotes, fêmeas gestantes e gatos não devem ser banhados com produtos carrapaticidas;
– CONSULTE O VETERINÁRIO, antes de usar qualquer produto;
– banhos carrapaticidas devem ser dados com o cuidado de não permitir ao animal lamber o produto durante o banho, pois tal ingestão pode causar grave intoxicação;
– animais acometidos por ferimentos abertos (feridas ou queimaduras) não devem ser tratados com carrapaticidas;
– existem carrapaticidas para uso em cães, porém, muitas vezes são recomendados produtos de uso em bovinos e cavalos. AS DOSAGENS SÃO DIFERENTES. Consulte o seu veterinário, antes de usar esses produtos;
– retire os animais do ambiente que irá receber o tratamento contra carrapatos, até que o produto usado seque completamente. O combate ao carrapato deve ser intensivo e durante longo período. Nos meses mais quentes, a infestação pode voltar e os cuidados devem ser redobrados. Nas áreas em que há carrapatos, em qualquer época do ano, o tratamento deve ser constante.

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Janaina Ribeiro Silva

Por: Janaina Ribeiro Silva

Médica Veterinária CRMV-SE 0229, email:janarsvet@hotmail.com

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