E eu com as Olimpíadas?

- Kaippe Arnon Silva Reis - - 5 de Maio de 2014 | - 10:30 - - Home » 3ª Edição» Esportes» Mais Glória - - Sem Comentários

olimpiadas

Ápice da competição esportiva, as olimpíadas nasceram na Grécia antiga, confraternizando os povos e, em alguns casos, dando trégua a guerras. Com o passar do tempo, as competições nos campos passaram a espelhar a realidade que ocorre fora do contexto esportivo como na Guerra Fria, quando a União Soviética batendo de frente com os Estados Unidos, disputava medalha a medalha, pódio a pódio; ou no emblemático momento em que Hitler se recusava a ver um negro ganhar na sua terra ariana o título de mais veloz do mundo.

“Este ano, na olimpíada britânica, foi onde o Brasil burlou o céu nublado, tipicamente londrino, e trouxe…”

Este ano, na olimpíada britânica, foi onde o Brasil burlou o céu nublado, tipicamente londrino, e trouxe para casa um bronze nunca visto na nossa história. O país-sede da próxima olimpíada ficou somente em 22º lugar! Mais uma vez, o futebol masculino que o brasileiro insiste em dizer que é seu esporte-símbolo, levou ao êxtase até o último minuto, deixando o ouro para os mexicanos. A seleção feminina que leva no time a mulher que transita sempre entre as melhores do mundo, Marta, ficou pelo meio do caminho numa derrota para as atuais campeãs olímpicas japonesas.

Mostrando que as olimpíadas realmente expõem a verdade cada vez mais, caras novas estão surgindo para representar o Brasil como os irmãos medalhistas no Boxe, um prata e outro bronze, que começaram a treinar por incentivo do pai, também boxeador, no seu quintal, socando bananeiras. Cielo, bronze de natação em Londres e ouro em Pequim, não treina no Brasil, mas sim nos Estados Unidos, onde encontra patrocínio.

“Nas olimpíadas da terra da Rainha, a cada dez euros de lucro, seis iriam para um fundo de incentivo ao esporte…”

Nas olimpíadas da terra da Rainha, a cada dez euros de lucro, seis iriam para um fundo de incentivo ao esporte, mas esse plano precisou ser abortado devido à crise que assola a Europa. No Brasil, uma lei incentiva o esporte, concedendo dedução fiscal a empresas que apoiam modalidades e competidores,
assim como uma bolsa-atleta. Entretanto, muitos beneficiários reclamam por ser insuficiente, além de impossibilitar a obtenção de patrocínio do setor privado. Nosso Poder Público, que hoje se orgulha de ser credor do FMI, deveria incentivar o esporte nacional com projetos de base e melhor aplicar o dinheiro que já está sendo destinado, para que tais recursos não vão por “Cachoeira” abaixo, ou em cuecas e meias. E um dia então, de preferência antes das olimpíadas do Rio de Janeiro, possamos parar de nos perguntar: onde está o real incentivo ao esporte nacional?

Kaippe Arnon Silva Reis

Por: Kaippe Arnon Silva Reis

Comunicador formado pela Universidade Federal de Sergipe e artista nas horas vagas.

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