Dona Nair: uma história que se confunde com o crescimento de Glória.

- Ramon Diego - - 22 de Abril de 2014 | - 12:24 - - Home » Sem categoria - - Sem Comentários
Dona Nair - Foto: Alexandre Pingo

Dona Nair – Foto: Alexandre Pingo

Como é sabido, caros leitores, a revista maisglória, através de suas páginas e proposta inovadora, tem como principal intuito resgatar um pouco da história de Nossa senhora da Glória, mas, não apenas isso, o espaço também se propõe a valorizar e dar ênfase ao crescimento da capital do sertão, realçando algumas personalidades que a ajudaram a crescer de diversas formas.

Após estes e outros preâmbulos venho através destas humildes linhas falar da dona Nair. Não podemos negar que, dona Nair do cartório, como todos conhecem na cidade de Nossa senhora da Glória, com seus 92 anos de existência, já se tornou parte integrante da história da cidade e símbolo marcante quando se fala da raça e do povo gloriense. Fundadora de um dos primeiros cartórios do alto sertão (e por isso a alcunha que a precede), a doce senhora, através de uma entrevista concedida para revista nos falou de assuntos e/ou eventos dos quais participou como a chegada de Lampião na cidade, por exemplo: “Eu vi Lampião, vi o bando, olhei pela fresta da porta e eles estavam todos lá, de fuzil e eu olhei, eles estavam em frente da minha casa, fiquei com medo”. Dona Nair também nos falou sobre o memorável tempo das antigas festas de reis, nas quais as pessoas vinham de longe em carros de boi, apenas para cumprir o ritual do festejo que até hoje é tradição na cidade de Nossa senhora da Glória: “Essa era a melhor época do ano” (afirma com entusiasmo e sorriso no rosto).

Além disso, revelou-nos suas alegrias do tempo de criança e das brincadeiras típicas do tempo em que a cidade ainda se chamava Boca da mata: “Brincávamos de roda, de boneca que nós mesmas produzíamos, nesse tempo éramos felizes com pouca coisa”; além de mencionar o sonho que, enquanto professora do magistério, teve muita vontade de realizar: “ Eu tive uma aluna de desenho que pintava muito bem, hoje ela mora em Santos e é uma ótima artista, todos os anos me envia notícias sobre sua vida e seu trabalho, eu sempre quis ser pintora, mas, não tive tantas chances”.

Nostalgias a parte, é com esse e muitos textos que essa despretensiosa coluna pretende resgatar, seja através das memórias de Dona Nair, seja através das tradições e das culturas que formaram a consciência do sertanejo localizado no alto sertão, personalidades, fragmentos de história da nossa querida e memorável boca da mata.

Ramon Diego

Por: Ramon Diego

Escritor, estudante de letras português/francês, poeta residente em Nossa senhora da Glória e editor da revista impressões, além de colaborador dos jornais “Correio de Sergipe” e “O regional”.

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