Cartografia e Geoinformação. Afinal, pra que servem os mapas? #2

- Edson Magalhães Bastos Júnior. - - 19 de junho de 2014 | - 5:34 - - Home » 11ª Edição» Cidadania e Ambiente» Mais Glória - - Sem Comentários

mapaNa penúltima edição (http://www.maisgloria.com.br/cartografia-e-geoinforma­cao-afinal-pra-que-servem­-os-mapas-1/) iniciamos uma série de artigos intitulada “Cartografia e Geoinformação: afinal, para que ser­vem os mapas?” e começamos a en­trar um pouco nesse universo das Tec­nologias de Informação Geográfica ou Geotecnologias.

Essas tecnologias auxiliam no planejamento urbano e rural e nos des­tinos do município, palco da vida co­munitária contemporânea. Elas estão cada vez mais presentes no planeja­mento municipal, onde são mapeados possiblidades de intervenções públi­cas nos bairros e localidades da cida­de, como as ações de urbanização ou regularização fundiária e implantação de equipamentos públicos (creches e escolas, unidades de saúde, etc). É através delas que o gestor municipal pode conhecer todos os imóveis da cidade, mapeando informações ca­dastrais como: nome do proprietário, dimensões, tamanho e forma do lote, valor, tipo (residencial, comercial, industrial, baldio, etc). Pode ainda in­cluir nesse cadastro dados urbanísti­cos, de redes de abastecimento, equi­pamentos de lazer, informações sobre transporte e trânsito, seguran­ça pública, saúde e educação. Cada se­cretaria ou órgão da administra­ção munici­pal passa a produzir dados estatísticos e cartográ­ficos sobre cada área de atuação, que são organizados e cruzados em um sistema “inteligente” para produzir informações estratégicas e de grande utilidade gerencial.

Tais práticas acabam tendo seu ponto máximo na formulação e ma­nutenção dos Planos Diretores de Desenvolvimento Municipal, que são elaborados com a participação da po­pulação, para orientar o crescimento e o desenvolvimento do município, assegurar as vocações de cada bairro da cidade e áreas rurais, coibir más práticas de especulação financeira e desequilíbrios sociais e ambientais re­sultantes de tais práticas. E nesse Uni­verso as prefeituras vão se moderni­zando em ritmos variados, muito ainda em função da obrigação legal, do con­tingente populacional do município e da complexidade dos problemas a se­rem enfrentados, embora essa “inteli­gência geográfica”, como também se costuma chamar, sirva primariamente para construir um equilíbrio futuro, e secundariamente para gerir proble­mas e passivos atuais. Na próxima edição, tratremos alguns exemplos e casos de boas práticas de gestão en­volvendo o uso das Geotencologias. Enquanto isso, encerramos parafrase­ando uma reflexão da Sociedade Bra­sileira de Cartografia, para dizer que a Geoinformação é um elemento do nosso cotidiano. Bem empregada, ela é mais do que um dado cultural e histórico. É um instrumento de justiça social. Por isso será sempre uma má política desdenhá-la.

Edson Magalhães Bastos Júnior.

Por: Edson Magalhães Bastos Júnior

Graduado em Geografia Licenciatura (2003) e Geografia Bacharelado (2006) pela Universidade Federal de Sergipe e Especialista em Geotecnologias pelo Centro Federal de Educação Tecnológica de Sergipe (2007). Atualmente é Técnico em Reforma e Desenvolvimento Agrário, no Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária – INCRA, em Sergipe. Ademais, desenvolve atividades na área de Geotecnologias, nos seguintes eixos: Cartografia Digital, Sensoriamento Remoto, GIS e WebGIS (Webmapping). Atualmente coordena a Diretoria de Geografia e Cartografia da Superintendência de Estudos e Pesquisas, na Secretaria de Estado do Planejamento, Orçamento e Gestão (SEPLAG/SE). Participa do Grupo Espírita Luz e Caridade, de Nossa Senhora da Glória, estuda música, Flauta Transversal, ama Rosana e sua princesa, Hannah.

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