Artesanato Casa da Vovó: tecendo arte, construindo caminhos

- Edson Magalhães Bastos Júnior. - - 5 de julho de 2016 | - 12:30 - - Home » 15ª Edição» Cultura» Mais Glória - - Sem Comentários

10356186_682881578416393_5764995397265964941_nLinhas, retalhos, agulhas, tesoura, tecidos, pincéis. Elementos aleatórios são matéria-prima que ganham vida, e da mente artística às mãos artesãs, se espraiam mundo afora pelas moradias do campo e da cidade. Independente dos limites entre arte e artesanato, entre artista e artesão, o sentido do que é produzido não é fixo. Ele se constrói quando o produto do trabalho sai das mãos do produtor e chega ao consumidor. Uma peça de cozinha pode secar louças ou simplesmente decorar a cozinha, ou ainda decorar outro ambiente totalmente diferente. O fato é que a harmonia entre os elementos da matéria-prima, colocada na peça, estarão lá encantando quem se sinta tocado por ela. E por reconhecer o seu valor, nesta edição, homenageamos os artesãos e artesãs que modelam sua arte nos tecidos, apresentando o Artesanato Casa da Vovó.

1379540_643115132393038_608512909_nA começar pelo nome. Negócio familiar, o projeto é capitaneado por Maria Oliveira, uma vovó bem brasileira, sergipana do agreste, e avó de duas princesinhas, por enquanto. De sua casa-atelier, esta vovó produz diversas peças e conjuntos decorativos para transformar qualquer ambiente, imprimindo um toque caseiro que quase sempre evoca a memória familiar tradicional, e muitas vezes até infante, presente na maioria das pessoas. De sua mesa de desenho e modelagem, a máquina situada estrategicamente, Maria modela, costura, revisa, finaliza e distribui suas peças para clientes que apresentam interesses bem diferentes entre si: conjuntos para cozinha, banheiro, quarto, salas, enxovais para bebê, dentre outros, vão tomando forma e caindo no gosto de clientes exigentes. Questionada sobre o que a marca representa pra ela, a vovó respondeu que, embora recém-nascida, a Casa da Vovó traz heranças antigas da família que vão se transformando em produtos artesanais. “Queremos proporcionar às pessoas uma experiência de artesanato que una algo concreto como a funcionalidade a valores mais sutis como ‘cuidado’, ‘primor no fazer’ e ‘aconchego’. Valores que, na memória da maioria das pessoas existem na figura da avó, como aquela que leva alegria, conforto e segurança emocional pra família. Em cada peça, em cada conjunto, procuramos passar esta mensagem e as pessoas têm gostado bastante disso. Estamos felizes com o resultado”, explica Maria Oliveira.

Aliada a tradição, vem a tecnologia, pois a Casa da Vovó também está nas redes sociais, um casamento que aliás, tem rendido bons frutos. “Sobre isso tenho a felicidade da parceria com meus filhos, que cuidam desta parte. Eles me mostram que as pessoas estão curtindo e comentando, e graças a isso a procura pelos produtos têm aumentado muito, graças a Deus”, conclui a vovó em tom de satisfação pelo reconhecimento do trabalho.

E você, quer conhecer mais a Casa da Vovó? Acesse www.fb.com/artecasadavovo e confira. E viva o artesanato!

Edson Magalhães Bastos Júnior.

Por: Edson Magalhães Bastos Júnior

Graduado em Geografia Licenciatura (2003) e Geografia Bacharelado (2006) pela Universidade Federal de Sergipe e Especialista em Geotecnologias pelo Centro Federal de Educação Tecnológica de Sergipe (2007). Atualmente é Técnico em Reforma e Desenvolvimento Agrário, no Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária – INCRA, em Sergipe. Ademais, desenvolve atividades na área de Geotecnologias, nos seguintes eixos: Cartografia Digital, Sensoriamento Remoto, GIS e WebGIS (Webmapping). Atualmente coordena a Diretoria de Geografia e Cartografia da Superintendência de Estudos e Pesquisas, na Secretaria de Estado do Planejamento, Orçamento e Gestão (SEPLAG/SE). Participa do Grupo Espírita Luz e Caridade, de Nossa Senhora da Glória, estuda música, Flauta Transversal, ama Rosana e sua princesa, Hannah.

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