Artefato de couro: A arte de dar vida a quem vida deu

- Tiago Souza Gois - - 27 de Maio de 2014 | - 2:44 - - Home » 5ª Edição» Homenagens» Mais Glória - - Sem Comentários

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A capa de couro que recobre o herói do sertão, as arma­duras do guerreiro do mato, que corre em busca de di­versão, de ação, de amor e de cora­gem, sob a proteção divina, pelo cou­ro do seu troféu. Troféu esse que, após servir de várias formas ao sertanejo e à sociedade em geral, morre para dar vida a milhares de objeto como: sapa­tos, chapéus, gibões, perneiras, selas, peitorais, arreios e outros que caracte­rizam o vaqueiro sertanejo.

A arte em couro no Brasil come­çou nos primeiros anos de colônia, trazida pelos europeus, e se espalhou rapidamente. Na capital do sertão ser­gipano não foi diferente. Tudo iniciou com o comércio do produto in natura que, recém-tirado do animal, era ven­dido para outros estados e até para outros países, a exemplo dos couros de gato-do-mato e de veado, bastan­te procurados entre os anos de 1950 e 1990. Com o passar do tempo, os couros retirados de animais da região começou a ser aproveitado no próprio lugar, surgindo assim os primeiros ar­tistas do couro da região. São várias as etapas do processo que o couro percorre até chegar ao ponto de ser trabalhado nos mínimos detalhes pelos artesãos.

Antes, o couro era curtido pelos próprios artesãos, mas ante a proibi­ção do IBAMA de retirar a casca do an­gico utilizada para engrossar o couro, e a penosa tarefa do processo de curti­ção, aqueles profissionais passaram a comprar o couro já curtido industrial­mente. Um sentimento comum entre os artesãos é a tristeza ao verem o chapéu de couro, característica mar­cante do sertanejo, ser trocado pelo boné, o que levou muitos daqueles artífices a deixar de produzir o chapéu de couro. Conheçamos alguns artesãos glorienses que mantêm viva a cultura ser­taneja de trabalhar dando vida ao couro.

Tiago Souza Gois

Por: Tiago Souza Gois

Jornalista do Portal e Revista Mais Glória, comentarista esportivo do Programa Giro Esportivo da FM Boca da Mata, sócio da empresa Eníum Interativa e acadêmico do curso de Licenciatura em Educação Fisica (ESTÁCIO-FASE)

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