ANSIEDADE

- Idegivânia dos Santos Silva - - 27 de Maio de 2014 | - 2:51 - - Home » 6ª Edição» Mais Glória» Saúde» Saúde - - Sem Comentários

 dicas-para-controlar-ansiedadeNo mundo real a ansiedade é bastante comum, é pro­vável que todos tenhamos experimentado ansiedade em algum momento, o que não sig­nifica sofrermos de transtorno de an­siedade. Em muitos casos a ansiedade é uma resposta normal adaptativa e positiva, até certo ponto saudável, na medida em que o medo nos protege de cometermos erros e de agir impul­sivamente.

Como é exatamente, sentir-se ansioso? Há uma sensação crescente de que algo de mau está para aconte­cer, um vago sentimento de perda imi­nente, sentimo-nos intranqüilos, pre­ocupados, amedrontados, inseguros, desamparados, com tremores, tensão muscular, palpitações, sudorese, fal­ta de ar. Os acontecimentos parecem escapar ao controle. A maioria das pessoas se vê às voltas com um pouco de ansiedade todos os dias. Quem vai dar uma festa fica agitado antes dela, os estudantes ficam preocupados an­tes dos exames, o adolescente fica nervoso no primeiro encontro com a pretendente, tudo isto é ansiedade de preparação. É o medo de ser um fra­casso, de não ter onde por a cara. Esta ansiedade em quantidades modera­das ajuda a pessoa a se preparar para dar o melhor de si. Ela é comum.

A ansiedade patológica, anormal caracteriza-se pela excessiva inten­sidade e prolongada duração, leva a conseqüências negativas, causa pre­juízos à saúde, à vida social, afetiva e profissional, impedindo o crescimento o desenvolvimento e o enfrentamento das dificuldades, não permite que se prepare e enfrente as situações amea­çadoras, por exemplo, ansiedade que conduz a mau desempenho no traba­lho, retração social ou hipertensão. A ansiedade crônica é difícil de dominar e dolorosa de suportar, é agravada pelas pressões do dia a dia: trânsito, dívidas, os meios de comunicação, as exigências familiares, os relaciona­mentos pessoais, a velhice, a doença, a ameaça de perder o status, o poder, os amores, as possibilidades de con­cretizar determinados planos.

É preciso reconhecer quando a ansiedade saudável se transforma em uma perturbação emocional ou trans­torno ansioso e buscar apoio especiali­zado de forma que a pessoa seja capaz de recuperar suas defesas e aplicá-las na redução de seus problemas, e que só o fato de nos pormos a caminho para descobrirmos o que de melhor há dentro de nós mesmos, já reduz a ansiedade, pois cada um de nós é o arquiteto de seu próprio futuro e, se utilizarmos nossos melhores materiais de construção, nada teremos a temer.

Idegivânia dos Santos Silva

Por: Idegivânia dos Santos Silva

Graduada em Psicologia Clínica pelo Centro de Estudo Superior de Maceió (CESMAC), durante todo o seu percurso acadêmico e profissional esteve voltada para o trabalho com pessoas acometidas por sofrimento psíquico.

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