Alienação parental, sabe o que é? Fique atento!

- Anne Carolinny Menezes de Azevedo - - 15 de agosto de 2016 | - 4:28 - - Home » 19ª Edição» Mais Glória - - Sem Comentários

A alienação parental, cientificamente nomeada de Síndrome da Alienação Parental (SAP) é um distúrbio antigo e perigoso, capaz de causar sérios danos num seio familiar. Ela geralmente tem seu “start” a partir de uma separação conjugal, embora possa acontecer na constância do casamento, muitas vezes de forma silenciosa.

Nos anos 80 o psiquiatra infantil norte-americano, Dr. Richard A. Gardner, da Universidade de Colúmbia (EUA), começou a observar o comportamento dos filhos de casais separados ou que estavam em processo de separação que chegavam ao seu consultório, levando-o a concluir pela existência, muitas vezes, da Síndrome da Alienação Parental (nome dado pelo próprio Gardner). A alienação parental é um distúrbio que ocorre, via de regra, em consequência de uma separação conjugal (seja ela judicial ou amigável), quando um dos pais, geralmente aquele que possui a guarda da criança, passa a manipular o(s) filho(s) contra o genitor que saiu de casa. Um exemplo dessa manipulação é denegrir a imagem do ex-cônjuge na presença da criança ou até implantar uma ideia falsa sobre os verdadeiros sentimentos e atitudes daquele genitor (ex-cônjuge) de forma proposital. Vale dizer que o genitor que aliena o filho é chamado alienador e aquele que sofre a alienação é chamado alienado (denominações usadas pela Lei da Alienação Parental – Lei 12.318/10). Importante sublinhar que a alienação parental também pode ocorrer quando um dos pais, ainda na constância do casamento, insere o(s) filho(s) em desajustes da vida conjugal, desequilibrando naquele filho a harmonia de sentimentos que naturalmente existe para com cada um de seus pais. Uma das muitas (e sempre graves) consequências dessa alienação é o afastamento brutal daquele genitor alienado. Mas não para por aí. A alienação parental, muitas vezes silenciosa e velada, pode ser devastadora na vida de uma criança ou jovem, interferindo, principalmente, no desenvolvimento emocional do ser. Por isso é tão importante, papais e mamães, em nome do melhor desenvolvimento da sua criança ou adolescente/jovem, estar atento e diferenciar a relação conjugal (entre marido e mulher) da relação parental (entre pais e filhos), pois elas são independentes, tanto que é possível ter um ex-marido ou ex-mulher, mas, nunca, um ex-filho.

 

Anne Carolinny Menezes de Azevedo

Por: Anne Carolinny Menezes de Azevedo

23 anos. Advogada, formada pela Universidade Federal de Sergipe. Pós-graduanda em Direito Administrativo. Membro da Academia Literária do Amplo Sertão Sergipano (ALAS). anne_amenezes@hotmail.com

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