Abortamento: uma dúvida, uma dor

- DR. Carlos Alberto - - 27 de junho de 2014 | - 2:34 - - Home » 13ª Edição» Mais Glória» Saúde - - Sem Comentários

abortamentoÉ verdade. Estou realmente grávida. O que antes era um desejo desde criança, agora é uma realidade. A maternidade já faz parte da nossa vida, mas não programei, aliás, não planejamos. E agora? Não me acho preparada, não estamos dispostos, nossa vida mudará totalmente, nossos projetos e planos terão que ser repensados. Será que vou conseguir? Como enfrentarei nossos pais, nossos familiares e a sociedade? Preciso de forças para vencer esta ansiedade, este medo, esta fraqueza que no momento me domina. A quem recorrer? Com quem compartilhar? Será que conto com alguém? Meu companheiro também está assustado, seu comportamento já não é o mesmo de antes. Está em minhas mãos qualquer decisão. Ouvi dizer que o filho é o bem maior que temos na vida, é um tesouro dado por Deus em confiança, para que possamos exercitar o amor pleno e incondicional, e encaminhá-lo no caminho do bem. Que somos guardiãs do nascituro e seremos portanto, cobrados por isso. “Que fizestes com os filhos que vos confiei?”

– Que maravilha, agora me encontro no ventre de minha mãe, recebi esta oportunidade de retornar nesta família, de nos reaproximarmos através da misericórdia divina, nos concedendo a dádiva da vida. Quanta alegria! Estamos revoando nossas esperanças por uma existência melhor!
– Estou tão insegura, está tudo muito difícil. Quanta hostilidade de algumas pessoas! Por que não me acolhem? O que fazer? Sinto-me sozinha e desamparada, a insegurança, angustia e incerteza começam a tomar conta de mim. Por que esta criança veio logo agora? Não seria melhor abortar?

– Não Mãe, por favor! Não me tire esta oportunidade que tanto espero! Sinto-me mal com a sua rejeição, sofro bastante aqui dentro. As coisas não são fáceis, mas teremos chances de construirmos um futuro melhor, poderemos lutar. Todos vencem as suas dificuldades, deixe-me amá-la…dependo exclusivamente de você.
– Hoje eu acabo com esse martírio!
– Não faça isso mãe, eu imploro! Eu te auxilio, mãe!
– Não dá mais! Espero não me arrepender…Abortei! QUANTA DOR!
– AH! QUANTA DOR, MÃE!

DR. Carlos Alberto

Por: DR. Carlos Alberto

Ginecologista, obstetra, diretor da Clínica
Homo, conferencista, vice-presidente da AME/
SE Associação Médico Espírita de Sergipe

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