A violência nas escolas

- Carolina Garcia - - 6 de julho de 2016 | - 2:29 - - Home » 17ª Edição» Mais Glória - - Sem Comentários

02Inicia-se o ano letivo, A “escola” como uma instituição de ensino, deve zelar e estar comprometida com a aprendizagem e o bem estar da criança e do adolescente. No entanto esse ambiente que deveria ser agradável e sadio tem sido palco de atitudes frequentes que envolvem atos de violência entre os alunos, ficando evidente, dessa forma a conduta bullying.

Bullying é uma prática violenta que compreende atitudes agressivas intencionais, verbais e/ou físicas, feitas de maneira repetitiva, que, no ambiente escolar são adotadas por um aluno ou grupo de alunos contra outro aluno ou grupo, caracteriza-se por ser um problema mundial encontrado em todas as escolas, sejam elas privadas ou públicas, o que vem se expandindo nos últimos anos. Causando dor, angustia e sofrimento, pode ser de forma direta ou indireta, a forma direta é utilizada com maior frequência entre agressores do sexo masculino, às atitudes mais usadas são os insultos, xingamentos, apelidos ofensivos por um período prolongado, comentários racistas, agressões físicas – empurrões, tapas, chutes – roubo, extorsão de dinheiro, estragar objetos dos colegas e obrigar a realização de atividades servis. A indireta, por sua vez, é mais comum entre o sexo feminino, com atitudes de difamações, realização de fofocas e boatos cruéis, intrigas, rumores degradantes sobre a vítima e seus familiares e atitudes de indiferença. Essas atitudes podem acarretar para a vítima maiores prejuízos, visto que pode gerar traumas irreversíveis podendo levá-la à depressão, isolamento social, baixa autoestima, queda no rendimento escolar, e até ao suicídio.

04Existem vários tipos de Bullying entre eles; física: socar, empurrar, chutar, beliscar; verbal: apelidar, xingar, insultar; material: estragar, roubar, furtar; moral: difamar, disseminar rumores, caluniar; psicológica: ignorar, excluir, isolar, perseguir, amedrontar, chantagear, intimidar, dominar, manipular, tiranizar,  ameaçar, ridicularizar, discriminar; sexual: assediar, induzir e/ou abusar; e virtual: (cyberbullying – bullying praticado por meio da internet), divulgar imagens, criar comunidades, invadir a privacidade. “É uma das formas de violência que mais cresce no mundo”, afirma Cléo Fante, educadora e autora do livro Fenômeno Bullying: Como Prevenir a Violência nas Escolas e Educar para a Paz (224 págs., Ed. Verus).

As vítimas, muitas vezes, sofrem caladas, carregando o trauma das situações de constrangimento que vivenciaram para o resto de suas vidas, gerando consequências na fase adulta como, problemas de interação e relacionamento. Existem alguns sinais e sintomas possíveis de serem observados pelos pais ou responsáveis em alunos alvos de bullying: enurese noturna (urinar na cama); distúrbios do sono ( insônia); problemas de estômago; dores e marcas de ferimentos; transtornos alimentares; isolamento social/ poucos ou nenhum amigo; tentativas de suicídio; irritabilidade/agressividade; resistência/aversão a ir à escola; demonstrações constantes de tristeza; mau rendimento escolar e entre outros.

Os professores devem lidar e resolver efetivamente os casos, enquanto as escolas devem aperfeiçoar suas técnicas de intervenção e buscar a cooperação de outras instituições, como os centros de saúde, conselhos tutelares e redes de apoio social.

Carolina Garcia

Por: Carolina Garcia Lopes

Psicóloga - formada pela FAI Faculdades Adamantinenses Integradas em Adamantina SP

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