A importância da figura paterna

- Carolina Garcia - - 15 de agosto de 2016 | - 4:59 - - Home » 19ª Edição» Mais Glória - - Sem Comentários

image2O pai é extremamente importante para o desenvolvimento saudável da personalidade da criança, pois é ele quem dá equilíbrio à relação simbiótica que a criança desenvolve com a mãe. O amor paterno proporciona também proteção e cuidados, porém impulsiona a criança para a vida, encorajando-a para experiências que lhes mostrarão suas potencialidades e seus limites, dando-lhe, proteção e a orientação adequada para isso. Para os meninos, o pai é a figura com a qual eles se identificam, imitam, admiram e constrói sua identidade masculina. Cabe ao pai, passar os valores. Já para as meninas, o pai é o legitimador da feminilidade. É o primeiro homem mais importante para elas, através dele, elas se sentem femininas e gostáveis.

É muito importante que o pai participe da vida do bebê, desde o nascimento, que ajude a dar banho, trocar, ninar, para que a criança sinta sua figura forte e protetora desde o início. Esse contato irá auxiliar no desenvolvimento da autoestima e da autoconfiança. A imagem do pai é imprescindível para o desenvolvimento psicológico equilibrado dos filhos. O pai, com efeito, seria uma espécie de mediador entre o filho e a realidade. Permite ao filho tomar iniciativas e aprender a distinguir entre o certo e o errado e, a partir disso, entender as consequências das suas escolhas. Quanto mais o pai estiver presente em tudo que se refere a este filho mais conexão poderá ter com a criança. O relacionamento é construído com olhares, toques, sorrisos, fazer coisas juntos, provocar reações, e responder aos comportamentos da criança. Isso inclui, brincar, alimentar, trocar fralda, dar banho, entre outros. Principalmente interagir.

A ausência do pai é a principal causa de retrocessos no bem estar dos filhos. Também é um fator crucial para se compreender, hoje, a crise atual da instituição familiar. A diminuição da função paterna tem consequências sobre a estruturação psíquica dos indivíduos, nas fases de infância e de juventude, e, indiretamente, sobre a sociedade. A debilitação da imagem masculina, os transtornos de filiação, o acréscimo das condutas ilícitas, a perda de sentido dos limites. O vazio promovido pela ausência do pai, é formado pela noção das crianças de não serem amadas pelo genitor que está ausnte, com uma grande desvalorização de si mesma, e em consequência disso, além dessa autodesvalorização, ocorrem os sentimentos de culpa por a criança se achar má, por acreditar haver provocado a separação e até por ter nascido. A criança pensa ser má também por ter sido abandonada. Podendo assim gerar reações variadas, desde tristeza e melancolia até agressividade e violência.

Se uma pessoa teve a sorte de crescer em um bom lar comum, ao lado de pais afetivos dos quais pôde contar com apoio incondicional, conforto e proteção, consegue desenvolver estruturas psíquicas suficientemente fortes e seguras para enfrentar as dificuldades da vida cotidiana. Nestas condições, crianças seguramente apegadas aos seis anos, são aquelas que tratam seus pais de uma forma relaxada e amigável, estabelecendo com eles. uma intimidade de forma fácil e sutil, além de manter com eles um fluxo livre de comunicação.

image3Quero aproveitar o momento e deixar aqui o agradecimento ao meu PAI. Neste mundo de tantas dificuldades, encontrar pessoas dignas de respeito é algo quase impossível. Mas essa luz brilhou para mim. Por isso, vejo em você um grande exemplo de pai, que diariamente me inspira a ser um ser humano melhor e mais generoso. Através dos teus exemplos tenho entendido que vale a pena ser uma pessoa honesta e que a dignidade é um dom, uma dádiva concedida àqueles que a buscam. Você é a fonte de minhas respostas para as grandes dúvidas que eu tinha. A luz para a minha vida, para o meu caminho. Amo você.

Carolina Garcia

Por: Carolina Garcia Lopes

Psicóloga – formada pela FAI Faculdades Adamantinenses Integradas em Adamantina SP

Enium Interativa Criação de sites

Deixe seu comentário!

Para: A importância da figura paterna