A extraordinária arte do mundo reciclado de Orlando Lelo

- Euvaldo Lima - - 26 de junho de 2014 | - 12:34 - - Home » 12ª Edição» Cultura» Mais Glória - - Sem Comentários

orlando

Embora muitos não sabem quem é Orlando Lelo, quem o conhece fica fasci­nado pelo seu trabalho de modalidade Assemblage mista. Há mais de 25 anos no ramo da arte, entre os oito filhos, somente ele voltou-se para o meio artístico, com mais de 5.500 obras, algumas dessas artes podem ser vistas em seu acervo no Centro Cultu­ral, na Rua da Saudade, 333, na cidade de Carira.

Com 46 anos de idade, José Or­lando de Oliveira, nascido em 07 de dezembro de 1967, natural na Baixa da Lama, no Município de Carira, Estado de Sergipe, há 112 km de distância da Capital Aracaju, possui apenas o ensino fundamental menor, o artista criado pelo pai, onde eram 5 irmãs e 3 irmãos, além de compor algumas músicas, este orgulho carirense nos surpreende na diversidade cultural de seu trabalho.

Como tudo começou?

“Desde criança por volta dos 7 anos de idade, quando ia para a roça com meu pai e meus outros irmãos, in­conscientemente comecei a juntar su­catas, tampas de garrafas, latas, galhos torcidos, madeiras e não sei porque achava que aquilo um dia ia me servi carrinhos e tratores e máquinas que eu via no campos. Depois que vim morar na cidade procurava meus objetos nos lixões”.

De onde vem tanta criatividade?

Em São Paulo, recebi duas críticas à respeito do meu trabalho onde um dizia: -Orlando você tem que focar sua arte em uma coisa só, mas uma segun­da pessoa não concordou e disse: – Não se pode limitar a criação e Orlando é assim, tem que deixar ele criar, pois cada um tem seu estilo. Daí então eu fazia esculturas de cimento e a imagem de Nossa Senhora Aparecida foi minha primeira grande criação, onde de uma promessa feita a Santa me senti na obrigação de fazer uma homenagem a mesma. Daí então não parei mais.

As pessoas encomendam sua arte?

Sim. Mas eu só vendo para cole­cionadores, pessoas que eu vejo que realmente admiram meu trabalho, vejo se vale a pena, e prefiro expor meu tra­balho para meu povo, muito mais que os de fora. Meu trabalho tem um valor sentimental, aos apreciadores eu ven­do com muito gosto.

Um sonho não realizado

Um museu para expor toda minha arte é o meu grande sonho a ser rea­lizado e tenho certeza que ainda verei isso sendo concretizado.

Aqui deixamos nossos sinceros agradecimentos pela linda contribui­ção da modalidade expressiva e tama­nha dedicação, carinho ao qual vimos nosso artista falar em suas obras e ver que os restos deixados por uma socie­dade foi transformada em belos traba­lhos. Onde o bom senso, a sensibilidade e a paciência são exercidos de tão linda maneira. E de uma forma espontânea e natural com habilidades específicas e talento sem igual, parabéns pra você Orlando lelo, nosso rei da arte.

Iara Maria (Lic. Geografia- UFS)

Euvaldo Lima

Por: Euvaldo Lima dos Reis

Comerciante, Poeta Feiranovense, Esposo da Pedagoga Marta Maria da Silva Reis, divide com Deus a paternidade de quatro estrelas denominadas, LIZZE, BRIZZA, KAIPPE e KAIZZE. Autor do livro de poesia um sopro em versos, de dezenas de cordéis, participou das antologias, Retalhos, Unidos na Fé, e no mês 02/12, classificou 04 das cinco poesias num concurso no Tocantins á nível de Brasil, qual será publicada na antologia “Veloso 2012”, Foi um dos diretores da revista flash, membro das diretorias de diversos órgãos sociais voltados para o voluntariado na região, idealizador e diretor geral do projeto Revista Maisglória.

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