A arte de dobrar o mundo

- Ramon Diego - - 29 de Maio de 2014 | - 1:30 - - Home » 7ª Edição» Cultura» Mais Glória - - Sem Comentários

Cadeiras, deitadas no tempo, esta é a visão de uma seara peculiar de artesanato com a qual o sujeito que passa em frente ao Hospital Regional irá se deparar, ou seja, com a elegância es­culpida em borracha. As obras são do artesão Augusto de Souza, residente na cidade de Nossa Senhora da Glória e borracheiro há mais de 26 anos.

As peças desse grande trabalha­dor da borracha e suas formas se des­dobram diante dos nossos olhos, não é difícil se admirar com entalhes tão bem apregoados às ideias de trato re­flexivo e natureza ímpar.

Os olhos do artesão observam o mundo peculiar e sagazmente, refle­tindo em cada golpe ágil, sua vontade de transformação e sua perspectiva inovadora. Glória como sempre fez, está aberta aos olhos dos artistas da região como receptáculo de sua força cultural e ventre das belezas que só os que criam podem ver.

A vontade de dobrar o mundo, suas injustiças e contrariedades trans­formaram-se em cada peça de Augus­to, cujo trabalho nos faz ter orgulho de todos os seus significados para a capi­tal do sertão.

Ressaltando, além de uma rique­za no trabalho que, a golpes de faca se configuram de uma leveza sem igual, o “borracheiro”, como ele mesmo tem orgulho de dizer, também demonstra sua preocupação com o meio-ambien­te, visto que, ao fazer o seu artesanato com borracha, ele acaba dando uma nova significação para o pneu que fora descartado. Impedindo assim a persis­tência dessas obras na natureza.

Ramon Diego

Por: Ramon Diego

Escritor, estudante de letras português/francês, poeta residente em Nossa senhora da Glória e editor da revista impressões, além de colaborador dos jornais “Correio de Sergipe” e “O regional”.

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